domingo, 18 de setembro de 2011

Faculdades Integradas Barros Melo » Notícias - Barros Melo realiza Semana da Responsabilidade Social


Em comemoração à Semana da Responsabilidade Social, a Barros Melo promove a palestra Responsabilidade Social: Modismo ou Tendência? O debate acontece nesta segunda-feira (19), às 9h30, no auditório da instituição e conta com a presença da psicóloga Patrícia Luna.

“A responsabilidade social, gestão ambiental e sustentabilidade, fazem parte do vocabulário da sociedade, do discurso da maioria das empresas e da ação de uma minoria que vem crescendo significativamente nos últimos anos, mas será só um modismo ou uma tendência que veio para ficar? Essa palestra não visa trazer respostas prontas, mas sim, reflexões que possam trazer mudanças reais para cada um de nós e para a sociedade como um todo” afirmou Patrícia.

Responsabilidade Social: Modismo ou Tendência?
Data: segunda-feira (19)
Horário: 9h30
Local: Auditório
Carga-Horária 2h (mediante inscrição online e assinatura da ata de presença de evento) Valor: Gratuito

domingo, 13 de junho de 2010

Lixões do nosso Brasil...




O curta-metragem Ilha das Flores consegue ilustrar de uma maneira inteligente e sarcástica a inter-relação entre todos os seres-humanos e suas ações, assim como, revela situações extremas, opostas a simples atos.
Não precisamos ir longe para traçarmos um paralelo à realidade da Ilha das Flores, aqui no grande Recife, temos o lixão da Muribeca e no seu entorno, comunidades e pessoas que sobrevivem desse lixo, não só separando o que é reciclável para a venda e conseqüente, subsistência, mas também se alimentando do que encontra.
Há muitos anos atrás, uma triste notícia  (Diário de Pernambuco - 16/4/1994 - ver abaixo) falando sobre o caso de uma família que se alimentou de um seio humano jogado no lixão de Peixinhos em Olinda, despertou em mim e em meus amigos o interesse de levar algum tipo de ajuda aos moradores desse lixão. Foi um choque ao chegarmos lá e constatarmos que além daqueles que trabalham no lixão, ao menos 20 famílias moravam de fato em barracões improvisados em cima e no meio de todo aquele lixo. O cheiro era algo inimaginável, não havia nenhuma condição mínima e digna para que um ser humano vivesse ali e no entanto, encontramos famílias inteiras, crianças com chupetas sendo arrastadas em meio ao lixo, comida sendo feita em fogareiros em meio ao lixo, vida em meio ao lixo...





Mais recentemente, por dois anos seguidos, eu e meus alunos, fizemos uma ação de voluntariado junto às crianças da creche Lar Esperança na Muribeca e pudemos constatar mais uma triste realidade. D. Cristina, moradora da comunidade, cidadã ativa e solidária para com seus pares, é responsável há mais de 15 anos por um lindo trabalho de cuidar de filhos de catadores de lixo enquanto os pais dessas crianças trabalham no lixão, e em seu dia-a-dia vivencia histórias, que mais parecem estórias, mas infelizmente, são reais. Algumas delas se referem justamente a crianças que adoecem seriamente por se alimentarem do que os seus pais levam do lixão para casa. 

Tal situação deve nos trazer uma profunda reflexão em relação ao que jogamos no lixo e como o fazemos, além do que, o que consumimos e em que proporções, quanto desperdício geramos? Ao jogar, por exemplo, um iogurte já vencido e ainda fechado no lixo, não fazemos idéia que uma pessoa, provavelmente, um catador de lixo, poderá pegar e levar para si e sua família aquilo que não consideramos apto ao consumo de qualquer ser-humano. Assim, o ato de jogar algo para o lixo tem conseqüências não só ambientais, mas sociais também. 

Devemos ser mais cuidadosos com o nosso consumo, evitar desperdícios, pois o que não nos serve poderá, nestes casos, infelizmente, servir a um outro ser-humano que pela sua miséria não terá o mesmo critério que o nosso e poderá colocar sua saúde e a de seus familiares em risco. Quantas vezes jogamos remédios vencidos fora? Será que em alguma delas pensamos nisso? O quanto um simples ato, ainda que correto, pode acarretar de prejudicial para uma outra pessoa? Existem formas mais corretas de jogarmos certas coisas fora? Como o óleo de cozinha, que é uma preocupação já discutida e constantemente abordada atualmente por seu impacto ambiental.
Creio ser esta uma reflexão importante que deve nos levar a ações mais conscientes. Tudo o que fazemos atinge de alguma maneira outras pessoas, positiva ou negativamente, assim como o meio-ambiente do qual fazemos parte. Precisamos levantar questionamentos, buscar soluções e cada vez mais, tentar colocá-las em prática. E lembrar que a questão ambiental e social andam juntas e não há como lidar com uma delas sem considerar a outra.
Em tempo, quem tiver interesse em saber um pouco mais sobre a creche Lar Esperança na Muribeca, veja abaixo mais informações. No momento eles estão precisando principalmente de leite e alimentos, entre outras coisas, quem sabe você possa ajudá-los!
CRECHE LAR ESPERANÇA
R. da Amizade, 20. Vila dos Palmares. Muribeca. Jaboatão/PE.
Responsável: D. Cristina
Telefone: (81)3476.4344

 

por Patrícia Luna.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Projeto Black Pixel

Contribua, do seu computador, para reduzir a emissão de gás carbônico

Se alguém pensa que mudança climática é um problema tão complexo e tão grande que só os governos podem ajudar a resolver, é melhor pensar de novo. A AlmapBBDO e o Greenpeace (com a assessoria técnica do Centros de Estudos Avançados do Recife - C.E.S.A.R – um dos principais centros de tecnologia da informação no Brasil) desenvolveram um projeto que permite a qualquer pessoa, sem grande esforço e sem alterar radicalmente o seu modo de vida, contribuir para a redução das emissões de gases do efeito estufa na atmosfera. Ele se chama Black Pixel e funciona a partir da tela do seu computador.

O projeto baseia-se num programa que pode ser capturado através da Internet e instala um quadrado preto na tela. É possível desligá-lo a qualquer hora. Mas enquanto está funcionando, o quadrado reduz o consumo de energia e as emissões de CO2. O desafio é chegar a 1 milhão de Black Pixels instalados, que equivaleriam à uma economia de 57 mil watts/ hora ou a manter apagadas 1.425 lâmpadas de 40W por uma hora. Uma usina à carvão, para produzir a mesma quantidade de energia, emitiria 70 kg de CO2.

Portanto, enquanto nossos políticos evitam enfrentar a crise climática, com o Black Pixel, você pode começar a agir para pelo menos diminuir a dimensão do problema. Instale o programa e avise aos seus amigos, colegas e familiares. Quanto mais gente usar o quadrado, melhor será para o planeta. O projeto só funciona em monitores de tubo e de plasma. (Fonte: http://www.greenpeace.org)



Para instalar o BLACK PIXEL, clique aqui!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Pegada Ecológica

 


O conceito de "pegada ecológica" foi criado por William Rees e Mathis Wackernagel no início da década de 90. A pegada ecológica é um meio de calcular e medir o impacto ambiental total realizado por uma pessoa ou uma nação em hectare(s)* – ou seja, o quanto de natureza usamos, o quanto de área biologicamente produtiva (capacidade ecológica) é explorada por nós. Através desse instrumento é possível descobrir quanto, em média, cada cidadão em determinado país utiliza dos recursos naturais disponíveis e quantos planetas em média precisaríamos para manter nosso estilo de vida.
Embora não seja uma medida precisa, exata, e sim, uma estimativa, a pegada ecológica é um avanço, pois torna menos abstrato o conceito de sustentabilidade. Assim podemos nos conscientizar acerca do nosso consumo ambiental e do que precisamos mudar em nossos hábitos para torná-lo mais compatível com uma realidade verdadeiramente sustentável.  
A pegada ecológica pode ser calculada através de alguns testes, um deles disponível  (mas não em português) no site da ONG do qual Wackernagel dirige (Global Footprint Network)   e através de outros testes similares, como o da WWF, o qual recomendo e é em nossa língua: 

http://www.wwf.org.br/wwf_brasil/pegada_ecologica/calculadora

Faça o teste e compare seu resultado com a média da população em cada país. 
 
Fonte: WWF, 2004

Precisamos urgentemente repensar nossa vida, nosso consumo, nossos hábitos...

(* 1 hectare = 10.000 m² = o equivalente, aproximadamente, a um campo de futebol)


por
Patrícia Luna




domingo, 30 de agosto de 2009

Capitalismo: Natureza como Fonte Inesgotável de Recursos


“A visão de que a natureza constituia uma fonte inesgotável de recursos foi fundamental no desenvolvimento do sistema capitalista.”
Toda a compreensão do desenvolvimento econômico está ligada diretamente à compreensão da natureza como fonte inesgotável de recursos, isto é, o pensamento que vem norteando nosso sistema capitalista desde o século XIX com consequências e reflexos ainda muito profundos em nosso próprio século é a de que esses recursos seriam intermináveis, se restabeleceriam por si só ou sempre haveria outros que os substituiriam sem maiores prejuízos à produção.
Ao longo da história, com o aumento do consumo, tivemos consequentemente, um aumento na produção, fazendo com que essa passasse a ser feita em larga escala, com maiores concentrações físicas e geográficas, exigindo mais insumos e maiores fontes de energia e água, gerando dessa forma uma maior emissão de poluentes durante os processos fabris e causando com isso um impacto cada vez mais negativo ao meio ambiente.
Com o progresso econômico e também as crises ao longo de todo esse período, houve retrações ou avanços nas atividades industriais, mas os períodos de retração não significaram menor impacto ambiental, pelo contrário, pois sem melhores condições para extração e/ou produção desses recursos, a degradação é ainda maior.
A idéia errônea de que esses recursos naturais não se esgotariam, trouxe sérias conseqüências para o nosso ecossistema, o que só tende a piorar, se insistirmos em nos manter alheios aos fatos que nos mostram urgentemente o quanto precisamos mudar em nossa relação com o meio ambiente e com o outro.
Com tudo não quero simplesmente criticar o capitalismo como uma instância independente e alheia a nós próprios e em si mesmo, único culpado, mas creio ser importante questionarmos e tentarmos compreender mais as raízes desse sistema e suas conseqüências para que possamos buscar soluções.
Vivemos no sistema capitalista, queiramos ou não, mas o que podemos fazer para que nosso estilo de vida não comprometa ainda mais nosso futuro próximo e o das próximas gerações?
Já que o consumo está na base desse sistema capitalista, podemos repensar e tentar praticar um consumo consciente, isso já seria um bom começo, até porque toda essa roda produtiva inicia na própria demanda nossa e na estimulação dessa por parte dos que produzem e comercializam.
E para não se tornar uma falácia a crítica ao capitalismo e ao consumo, busquemos um caminho de equilíbrio, busquemos um consumo consciente e quem sabe talvez um dia possamos até falar de um tipo de capitalismo consciente, que equilibra demanda e produção, preservando e restaurando os recursos naturais dos quais depende.
por Patrícia Luna

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

MÚSICA: Você faz Parte...


VOCÊ FAZ PARTE (Talita Real)

Não me dava conta
Que não saia o sol
Já era tarde
O céu sempre me avisou


Por não abrir os olhos
Se foi indo a cor
Eu fui te perdendo
Me perdendo agora estou


Já sei que te fiz mal, mas
Agora eu vou mudar!


Já decidi
Vou descobrir
O verde deste inverno
Não quero mais gris 


Já decidi, eu vou descobrir
É hora de cuidar e te abraçar
Pois você faz parte
Parte de mim...


Quero dar-te tanto
E tanto tenho que aprender
Ver o sol contigo
E também pode chover


Já sei que te fiz mal, mas
Agora eu vou mudar!


Já decidi
Vou descobrir
O verde deste inverno
Não quero mais gris


Já decidi, eu vou descobrir
É hora de cuidar e te abraçar
Pois você faz parte


Já decidi
Vou descobrir
O verde deste inverno
Não quero mais gris


Já decidi, eu vou descobrir
É hora de cuidar e te abraçar
Pois você faz parte
Pois você faz parte
Parte de mim!!!!!


Descubra o Verde - Planet Green

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Desenvolvimento Sustentável x Sociedade Sustentável


Às vezes ao falarmos de desenvolvimento sustentável é como se estivéssemos tratando de um conceito isolado de seu contexto, que em nosso caso, é o capitalismo. O desenvolvimento sustentável vai contra o direcionamento que o próprio capitalismo gera, de exploração desenfreada dos recursos como se os mesmos fossem todos ilimitados em prol de uma satisfação das necessidades atuais e de geração de lucro sem levar em consideração o futuro.


Já para falarmos de sociedade sustentável é necessário ampliar tal conceito, para tal é preciso deslocar o eixo do desenvolvimento para o da sustentabilidade, conforme Leonard Boff diz. Isto é, não é o desenvolvimento sustentável que acarretará numa sociedade sustentável, mas sim, o oposto, uma sociedade sustentável é aquela que superada as maiores desigualdades socioeconômicas e ambientais, busca um desenvolvimento coerente com seus ideais e práticas, de maneira a alcançar seus próprios objetivos sem diminuir a possibilidade das gerações futuras de alcançarem os seus.


Assim, é necessário quebrarmos certos paradigmas, trabalharmos num modelo novo de sociedade, baseado na cooperação e na responsabilidade socioambiental de cada indivíduo pertencente à mesma, de maneira que possamos gerar naturalmente e verdadeiramente, um desenvolvimento sustentável, pois que em uma sociedade sustentável, o desenvolvimento sustentável é o maior objetivo a ser alcançado e não um obstáculo a ser ultrapassado, eliminado ou minimizado.


Porém em meio a tudo isso, ficamos imaginando como chegar à prática de algo assim? Como experimentar tal modelo em nossas vidas? É aí que entra a importância da educação em geral e especificamente, da educação ambiental que possui as ferramentas necessárias à promoção de uma maior conscientização e posterior prática, com vistas num desenvolvimento planejado e responsável.


por Patrícia Luna